Arquivo mensal: outubro 2008

Publicação da 33ª edição da Revista Histórica – Arquivo Público do Estado de São Paulo

Foi publicada a 33ª edição da revista Histórica

– publicação on-line do Arquivo Público do Estado de São Paulo. O endereço para acesso é www.historica.arquivoestado.sp.gov.br

A Revista Histórica é o periódico eletrônico do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Herdeira da versão impressa — esta publicada entre 2000 e 2005 — a revista online surgiu com a finalidade de oferecer um espaço para que pesquisadores das áreas de História, Arquivística, Arqueologia, Antropologia, Sociologia e demais estudiosos da área de humanidades divulguem suas produções, sobretudo se os artigos forem produzidos com fontes do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. 

Lançado o Site do Curso de Museologia da UnB

Visitem o site clique aqui!!!

O Site fala sobre o histórico do curso e um pouco da carreira. O primeiro vestibular será realizado no segundo semestre de 2009.

 

 

Eu e as professoras, Eliane, Cintia, Elmira, Márcia e Miriam, no lançamento do curso de Museologia

Buritinga é 1º passo para criar novo estado

Buritinga é 1º passo para criar novo estado (fonte: http://www.secom.unb.br/bcopauta/sociologia17 )

Mudança da sede do governo do DF indica autonomia política e econômica de Taguatinga para ser a capital da unidade

DAIANE SOUZA
Da Secretaria de Comunicação

 
 

Em 2008, a sede do Governo do Distrito Federal foi transferida do Palácio do Buriti, no Plano Piloto, para a cidade-satélite de Taguatinga, em um edifício agora  chamado de Buritinga. De acordo com o governador José Roberto Arruda, esse foi o meio encontrado para que o poder estivesse mais próximo de seu foco: as cidades-satélites.

Segundo o sociólogo Sérgio Henrique Sampaio de Sousa, a escolha de Taguatinga para sediar o governo local comprova a autonomia econômica e o potencial político desta região administrativa (RA) para governar as demais cidades satélites. A conclusão consta no seu estudo Autonomia, descentralização e representação política no DF: o caso de Taguatinga.

Para Sousa, a criação do Buritinga pode ser o primeiro passo na formação de um novo pólo gravitacional do DF. Atualmente, 70% da população do Distrito Federal trabalha no Plano Piloto e em Taguatinga. Com a mudança da sede houve um aumento significativo de atenção voltada ao melhor aproveitamento dos recursos para o desenvolvimento industrial, dos serviços e da agricultura nas RAs, tendo Taguatinga como centro econômico.

RIQUEZAS – A pesquisa se concentrou no levantamento de dados econômicos sobre quanto cada satélite produzia e quanto lhe retornava em recursos, com o objetivo de provar que existe a possibilidade de Taguatinga ser o principal centro administrativo das RAs desde que as cidades sejam transformadas em municípios. A mudança teria o poder de descentralizar as responsabilidades assumidas por Brasília enquanto capital federal e centro administrativo do DF.

Como as regiões administrativas não são consideradas municípios, a ausência de representatividade político-social prejudica seu potencial de desenvolvimento, e as destinam a orbitar econômica, política e institucionalmente ao redor do Plano Piloto.

ORIGEM – Sousa defende que a grande falha aconteceu na década de 1980, ao não se eleger representação municipal quando foi definida a representação estadual. “Em Brasília os administradores não têm mandato nem orçamento. O caixa da cidade como capital e como região administrativa junto às satélites é único”, explica.

A situação pode ser reversível. O estudo sugere a transformação das RAs em municípios. Seria uma oportunidade administrativa de se gerar mandatos e orçamento direcionados à melhoria de estrutura, indústria e serviços local.

GDF assumiu incumbências de centro administrativo

O Distrito Federal é o único lugar do Brasil onde não há eleições municipais para prefeitos e vereadores. Isso porque Brasília, criada para abrigar o poder político nacional, deveria ser uma única cidade. Segundo o plano original do urbanista Lúcio Costa, era previsto o surgimento de novos centros urbanos somente dez anos após a inauguração da capital. Ou seja, não existiriam municípios dentro do DF.

No entanto, após o crescimento populacional  não planejado em diferentes áreas, Brasília assumiu também a condição de centro administrativo das cidades que surgiram ao seu redor. O DF passou a ser dividido em Regiões Administrativas (RAs), ou cidades-satélites, que não possuem representação municipal. Quem administra todo o bloco é o governador do Distrito Federal.

 

CONTATO
Sérgio Henrique pelo e-mail serginsousa@gmail.com

Participação no III CNA

Estive ausente por uma semana, por conta da minha participação no III CNA no Rio de Janeiro (que cidade maravilhosa). Para minha surpresa ao contrário de outros Congressos que já participei, esse foi muito proveitoso. Os trabalhos estavam interessantes e bem agrupados. Participei do IV Encontro dos Arquivos do Poder Judiciário, onde foi feita uma visita ao Arquivo do TJRJ que me deixou espantado com o tamanho do acervo deles. Para vocês terem uma ideia, os galpões de armazenamento tem estantes com mezanino de 4 andares ( o nosso no TJDFT tem só dois é já é um absurdo !!!), com capacidade para mais de 500 mil caixas arquivo (atualmente o TJRJ tem mais de 18 milhões de processos judiciais arquivados!!!). Aqui no TJDFT nós sofremos para cuidar de aproximadamente 3 milhões. Apesar do arquivamento ser feito de forma empirica, o arquivo é muito organizado e o controle beira a perfeição, falta somente uma classificação mais objetiva. Mas no geral eles estão de parabéns!!!

A abertura do evento no Nacional também foi Show, com a presença da bateria de uma Escola de Samba que fez o prédio do Arquivo tremer!!!!

Apresentei um trabalho nas comunicações livres intitulado  Projeto de Modernização dos Arquivos do TJDFT – Área Fim – PROMA que deixo aqui no blog para apreciação de vocês.

Renato Russo, por Bruce Gomlevsky

Assisti ontem aqui no Rio a peça Renato Russo, com o Ator Bruce Gomlevsky. É incrivel e emocionante como ele consegue incorporar a presença de palco do Renato. Ficamos muito emocionados e felizes de poder conhecer um pouco mais da história desse icone das nossas vidas. Quem tiver oportunidade assista a peça!!!

 

 


Para um gênero musical que se alimenta muito da imagem, Renato Russo era feio, desajeitado e cafona (em entrevista à extinta revista Manchete, anunciava que queria ter nascido com o rosto de Alain Delon…). E para um frontman cujo forte eram as letras ― esforçando-se sempre para ter um apelo visual, mas acabando associado aos óculos de nerd, ou “intelectual”, do rock BR ―, Renato Russo não apostaria que o mito da Legião Urbana sobreviveria muito por sua causa e que um dos maiores eventos “dez anos depois” é uma peça de teatro sobre sua pessoa, com seu nome. Bruce Gomlevsky ― talvez como o próprio Renato Russo ― não é um grande cantor no palco, mas, nos textos, encarna ― como ninguém até agora ― o bardo atormentado, oscilando entre o punk e o brega, vivendo sempre no limite, até morrer de Aids (como Cazuza). Pode parecer difícil imaginar uma peça sobre Renato Russo que não seja apenas uma seqüência de suas canções, mas Gomlesky, Mauro Mendonça Filho (na direção) e Daniela Pereira de Carvalho (na dramaturgia) conseguiram montar um fio condutor que parte de Brasília, passando pelo Rio e por Nova York, mantendo o interesse, talvez mais até do que os hits da Legião. Bruce Gomlevsky estudou os trejeitos de Russo e, ainda que pareça exagerado no início, causa uma impressão funda depois, culminando com a performance de “Pais e Filhos” ― quando a confusão com o personagem é tamanha que a platéia chega a cumprimentá-lo emocionada como se fosse o Renato Russo encarnado. Outro ponto forte musical é que não há playback e Gomlevsky canta com uma banda de apoio que, instrumentalmente inclusive, é superior à própria Legião Urbana (Arte Profana, com destaque para o guitarrista Ziel de Castro). (fonte: http://www.digestivocultural.com/arquivo/nota.asp?codigo=1362 )

Convidados (01) – Miriam Manini

O Blog sempre terá textos de amigos meus, falando um pouco sobre Arquivo e Memória. Minha primeira convidada é uma pessoa muito especial para mim. Miriam Manini foi minha orientadora no Mestrado em Ciência da Informação, contribuindo de forma decisiva na minha dissertação. Então nada mais justo do que poder compartilhar com vocês um pouco da sabedoria dela. Nesse pequeno texto ela faz um paralelo entre a História e a Arquivologia.

 

A História e a Arquivologia são ciências que se tocam segundo várias perspectivas: i) a capacidade que a Arquivologia desempenha ao promover a reunião de documentos de uma pessoa ou instituição, com o intuito de preservar os registros que poderão contar sua história; ii) ou o conjunto deste mesmo acúmulo, que representa a capacidade incomensurável de contar a história de um local, uma época, uma sociedade, etc.; iii) o fato da História, enquanto ciência ou disciplina, produzir artefatos de toda e qualquer natureza, destinados a registrar, representar, contar, guardar, manter o fluxo dos acontecimentos, demandando a existência de métodos e técnicas de preservação e recuperação de informações; iv) e até remeter ao fato de que os arquivos permanentes, repositórios de documentos considerados de guarda e preservação “infinita”, são também chamados de arquivos históricos e, certamente, lugares de memória. Segundo qualquer uma destas perspectivas, a Arquivologia colabora com a historiografia e, por conseqüência, com a memória.

Por vezes, em ambientes em que historiadores e arquivistas coabitam, existe uma certa animosidade, fruto de uma discussão que balança entre “para saber cuidar de documentos é preciso ser historiador” e “para saber recuperar uma informação é preciso ser arquivista”. Prefiro a parte da coisa que aproxima historiadores e arquivistas: o trabalho com a memória e o interesse pela preservação, palavra esta que até ganhou novos e mais amplos sentidos com a globalização e o movimento ambientalista, tornando-se sinônimo de vida na Terra. 
Miriam Manini

Encontro sobre Gestão de Documentos dos Tribunais de Justiça Estaduais

Encontro sobre Gestão de Documentos dos Tribunais de Justiça Estaduais

Dias 21 e 22 de outubro

Clube de Engenharia, nas dependências do III CNA

Auditório do 25º andar

O evento tem por objetivo principal discutir uma Política de Gestão de Documentos com abrangência em todos os Tribunais de Justiça Estaduais.

Promoção do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro – Diretoria Geral de Gestão do Conhecimento – DGCON

Presença de renomados palestrantes de diversas partes do Brasil.

Clique em “Leia Mais” e confira a programação.

Programação:

Dia 21:

13:30 / 13:45 Abertura
Desembargador Antonio Carlos Esteves Torres
Juíza de Direito Dra. Maria da Glória Oliveira Bandeira de Mello
(Membros efetivos da Comissão Permanente de Avaliação Documental do PJERJ)

13:45 / 14:40 A Gestão de Documentos no PJERJ: Uma evolução em gestão de documentos públicos
(Marcelo Filgueiras e Gilberto Cardoso)
Tabela de Temporalidade de Documentos no sistema corporativo do PJERJ
(André Gurgel)

14:40 / 15:30 A Gestão de Documentos no TJMG
(Guacira de Oliveira – Coordenadora de Arquivo do TJMG)

15:30 / 15:45 Intervalo

15:50/16:45 A Gestão de Documentos no TJBA
(Cristiane Magalhães de Oliveira – Assessora Chefe do Núcleo de Documentação e Informação – IPRAJ)

16:45/17:40 A Gestão de Documentos no TJSE
(Rosângela Alves Martes – Chefe da Divisão do Arquivo Judiciário TJSE)

17:45 Encerramento

Dia 22:

09:00  Fórum Central do RJ

10:00 / 12:00 Visita ao Arquivo Central do PJERJ

12:00 / 13:30 Almoço

14:00 / 15:00 Gestão de Documentos e os Documentos Digitais
(MSc. Vanderlei Batista dos Santos – Câmara dos Deputados)

15:00 / 15:30 Mesa de Debates
Política Nacional de Gestão de Documentos para os Tribunais de Justiça Estaduais
(Representantes dos Tribunais)

15:30 / 15:45 Intervalo

15:50 / 16:45  Política Nacional de Gestão de Documentos – Resolução 28 do CONARQ
(Professor Jaime Antunes – Diretor do Arquivo Nacional)

16:45 / 17:30 Deliberações / Formação de Grupo de Trabalho sobre Gestão de Documentos

17:30 Encerramento

Semana do Arquivista

A Diretoria de Gestão Documental do Arquivo Público do Distrito Federal e o Curso de Arquivologia da Universidade de Brasília promovem a Semana do Arquivista, de 20 a 24 de outubro de 2008, em Homenagem ao Dia do Arquivista, conforme programação abaixo.PROGRAMAÇÃO SEMANA DO ARQUIVISTA

 

Convidamos a todos a participarem deste evento.

 

 

DIA

LOCAL

HORÁRIO

PROGRAMAÇÃO

20/10 (2ª feira) Abertura

Auditório do Departamento de Ciência da Informação e Documentação – CID

19h

Abertura oficial do Evento com a presença de representantes do Arquivo Público do Distrito Federal, da Universidade de Brasília e Associação Brasiliense de Arquivologia.

 

 

19h30min

Palestra: “O conceito de memória e as práticas arquivísticas” com a Prof.ª Eliane de Oliveira Braga.

 

 

20h30min

Encerramento e coquetel de abertura.

21/10 (3ª feira)

Teatro Nacional Claudio Santoro

14h

Dia de palestras – abertura e apresentação da mesa.

 

 

14h30min

Palestra “A fotografia como narrativa e o cinema como memória: aspectos informacionais” com a Prof.ª Drª. Miriam Paula Manini.

 

 

15h30min

Intervalo.

 

 

16h

Palestra sobre documentos digitais com Vanderlei Batista – Mestre e doutorando em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília.

 

 

17h

Considerações finais e encerramento.

22/10 (4ª feira)

Auditório do Departamento de Ciência da Informação e Documentação – CID

19h

Debate: abertura e apresentação da mesa

 

 

19h10min

Exposição oral dos convidados

 

 

 

Debate: Fotografia – controle, indexação, pesquisa, direitos autorais e de imagem.

 

 

 

Composição da mesa: fotógrafo (Duda Bentes – FAC), Administrador (Marcelo Gomes Durães – formando em Administração, Gerente de Documentação Não Textual do Arquivo Público do DF), pesquisadora (Elizângela Carrijo – Mestre em História pela UnB e Consultora) e advogado.

 

 

21h30min

Considerações finais e encerramento.

23/10 (5ª feira)

Espaço Cultural 508 Sul

14h

Abertura e apresentação da mesa.

 

 

14h30min

Palestra “Conservação preventiva em documetnos de arquivo” – Emiliana Brandão, Graduada em Educação Artistica Licenciada em Artes Plásticas pela Universidade Estadual do Paraná – Coordenadora do Setor de Preservação do Arquivo Nacional em Brasília.

 

 

15h30min

Intervalo.

 

 

16h

Palestra: “O Arquivo Público na Escola: estudo de caso” com Elias Manuel da Silva – Mestre em História e Diretor Cultural do Arquivo Público do Distrito Federal

 

 

17h

Considerações finais e encerramento.

 

Auditório do Departamento de Ciência da Informação e Documentação – CID

19h

Palestra “Arquivologia e Ciência da Informação: Interlocuções” com Prof. Dr. José Maria Jardim (UFF)

24/10 (6ª feira) Encerramento

Auditório do Departamento de Ciência da Informação e Documentação – CID

19h

Encerramento oficial da Semana do Arquivista com a participação de representantes do Arquivo Publico do Distrito Federal, da Universidade de Brasília e da Associação Brasiliense de Arquivologia.

 

 

19h30min

Exibição do filme: Revelações – Os arquivos do FBI sobre John Lennon (History Channel, EUA) Duração: 45′. Ano de produção: 2006.

 

 

20h15min

Encerramento e coquetel de encerramento.

 

Dia do Arquivista – 20 de outubro

Eu Apresentando o Projeto Memória do TJDFT no ChileDia

 

No próximo dia 20, será comemorado o dia do Arquivista, como estarei no Rio de Janeiro, no III Congresso Nacional de Arquivologia, apresentando uma comunicação sobre o PROMA, gostaria de deixar os parabens para todos os colegas que ajudam a alavancar a nossa categoria cada dia mais.

Entrei no curso em 1997, sem saber muito bem o que teria pela frente, sempre ouvindo a famosa pergunta, ARQUI…o que???? Arqueologia, ???? o que se faz nesse curso???, você devia fazer era direito.

Continuei, me apaixonei pela área e desde 2000 digo com orgulho que sou arquivista!!!! Tudo que conquistei na vida é graças aquela decisão de me tornar arquivista, é a cada dia tenho a confirmação que vale a pena.

Então vamos vestir a camisa da Arquivologia é dizer com muito orgulho, EU SOU ARQUIVISTA!!!!

Parabéns

Renato Russo

Ontem, 11 de outubro, completa-se 12 anos da morte do maior ícone do Rock Nacional. Renato Manfredini Junior. O imortal Renato Russo. Seu legado atravessa o tempo e só aumenta, tanto que mesmo depois de sua morte, sua obra continua sendo uma das mais vendidas.

Para celebrar essa data fiquem com um texto da minha esposa Angelica Alves da Cunha Marques em parceria com a Professora Georgete Medleg Rodrigues entitulado:

RASTROS DE MEMÓRIAS, HISTÓRIA DE UMA GERAÇÃO: A EXPOSIÇÃO RENATO RUSSO MANFREDINI JR.

publicado na Revista Patrimônio e Memória

Fiquem também com uma das mais belas músicas de seu repertório QUASE SEM QUERER