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Biblioteca Nacional de Brasília abre ao público nesta quinta-feira

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Mais uma das obras projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer para a capital da República, a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) abre as portas ao público nesta quinta-feira (11/12/08). O evento de abertura acontecerá às 18h30min e contará com a presença especial do próprio Oscar Niemeyer.

Na ocasião, será assinado um termo de cooperação entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação, e da Cultura, e o Governador do Distrito Federal, para garantir a operação da BNB. O evento acontece na própria BNB, no Conjunto Cultural da República.

Após a assinatura do acordo, autoridades, jornalistas e o público em geral serão convidados a conhecer os serviços que estarão disponíveis. A Biblioteca Nacional de Brasília, a primeira grande Biblioteca de Língua Portuguesa do Século XXI, será uma referência em oferta de serviços digitais para a população.

Totalmente gratuita, a Biblioteca oferecerá à população, das 9h às 21h, acesso público à internet com 51 computadores, adaptados inclusive para atendimento a portadores de necessidades especiais; um Centro de Produção Digital, onde qualquer cidadão poderá criar, em 10 estações de trabalho, produtos com conteúdos originais, editar vídeos ou desenvolver websites; e Salas de Treinamento para mini-cursos dirigidos para a capacitação digital.

Haverá ainda um Espaço Infantil, a ser destinado para utilização e alfabetização digital para crianças desde os cinco anos de idade; auditório para apresentações e conferências; área ampla para leitura e espaços de convivência, destinados a lançamentos e exposições literárias. Também haverá na BNB um acervo com projeções sobre a história das Bibliotecas da Língua Portuguesa, constituído por um túnel formado por imagens projetadas e textos fixos em duas paredes.

No Hall de entrada da Biblioteca, o usuário encontrará uma tecnologia totalmente original: um prisma de imagens formado por três telas espelhadas que refletirão a imagem de todas as pessoas que estiverem entrando na biblioteca. A idéia é criar no visitante a percepção de que ele não está apenas entrando num local de armazenamento e acesso a informações, mas de que ele faz parte do processo de construção do conhecimento.

O ponto forte da biblioteca será, naturalmente, seu acervo de livros e conteúdos digitais e impressos, direcionados principalmente para as áreas da cultura, educação, ciência, tecnologia e saúde. As pessoas poderão ter contato in loco a qualquer dos conteúdos disponíveis, mas quem quiser poderá ter acesso remoto ao acervo digital da biblioteca, seja em formato de texto, áudio ou vídeo. O acesso remoto ao acervo, contudo, somente estará disponível a partir do meio do ano que vem.

A Viabilização Institucional e Financeira da BNB

A Biblioteca Nacional de Brasília definiu e implementou seus serviços ao público a partir de uma parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com a Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal (GDF). A assinatura de um termo de cooperação entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação e da Cultura e o GDF, no dia da abertura da BNB ao público, irá garantir os recursos financeiros necessários para a manutenção da BNB até que ela seja institucionalizada na forma de uma Organização Social (OS), sob supervisão da Secretaria de Cultura do GDF.

O Centro de Referência de Inclusão Digital

O Centro de Referência de Inclusão Digital (CENRID), mantido pelo Ibict/MCT, atuará em várias frentes dentro da Biblioteca Nacional de Brasília. Além de ser promotor de palestras, conferências e congressos nos espaços da BNB, o CENRID fará capacitações, treinamentos e tutoriais. Também desenvolverá pesquisas de monitoramento sobre o uso e a eficácia dos espaços disponibilizados à população pela BNB. A intenção é acompanhar o modo de utilização e a efetiva utilidade de cada um dos espaços para, posteriormente, multiplicar estas experiências para todo o Brasil.

O CENRID é uma ação do IBICT que tem por objetivo viabilizar uma experiência institucional e social de uso intensivo de tecnologias digitais e de redes. Na BNB, o CENRID pretende servir como alicerce para caracterizá-la como espaço efetivo de disseminação de conhecimento, difusão cultural, científica e tecnológica para toda a sociedade brasileira.

Acesso à Internet de alta velocidade

A BNB terá conectividade à Internet com grande capacidade de banda. Todos os serviços que dependem de rede – os espaços adulto e infantil de acesso à Internet, os serviços de webconferência e a consulta remota ao acervo – serão atendidos por uma conexão com capacidade de 1 Gbps à Rede Metropolitana de Brasília. A BNB é uma das 20 instituições participantes da rede do Distrito Federal, que está ligada ao Ponto de Presença da RNP local. O projeto Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia coordenada pela RNP, é responsável pela implementação de redes como essa em todo o país.

Cronograma de Abertura ao Público

A solenidade de abertura da Biblioteca Nacional de Brasília ao público no dia 11 de dezembro deverá contar ainda com a presença do Secretário de Cultura do GDF, Silvestre Gorgulho, do Diretor do Ibict, Emir Suaiden, e do Diretor da RNP, Nelson Simões.

O evento marcará simbolicamente a efetiva disponibilidade da BNB a toda a população e servirá para a assinatura do convênio interministerial destinado a viabilizar a manutenção e a gestão da Biblioteca.

Serviços à população

A partir do dia 11 de dezembro, nesta que consistirá a primeira fase da implantação de serviços, estarão disponíveis à população:

• Espaço CLIC, local de acesso à Internet e periódicos impressos;

• Espaço Infantil, sala de acesso à Internet e periódicos impressos para crianças de 5 a 10 anos;

• Sala de cursos, oferecidos pela Biblioteca à população em geral;

• Auditório equipado com webconferência;

• Empréstimo restrito de livros;

• Hall de Exposições;

• Site da BNB, com cadastramento de usuários via web;

• Salão de Leitura do 2º e 3º andares;

• Salas de estudo individual e em grupo;

• Guarda-volumes.

Nas próximas fases, a Biblioteca deverá oferecer outros serviços, conforme cronograma:

• Março/2009 – Ativação das Poltronas Multimídia;

• Abril/2009 – Abertura do Centro de Criação Digital;

• Julho/2009 – Consulta e empréstimo do acervo da BNB, e consulta ao acervo pela Internet;

• Setembro/2009 – Abertura do salão do 4º andar para estudo e leitura.

Mais informações:

Assessoria de Comunicação do IBICT

Telefones: (61) 3217-6369/3217-6491

10.12.08

fonte: http://www.ibict.br

Quando eu crescer quero ser bibliotecário!

Percebi que o blog está sendo muito visitado por amigos bibliotecários. Apesar de atuar atualmente como Arquivista, também sou formado em biblioteconomia e tive a oportunidade de participar de um projeto aqui no Tribunal, onde foi possivel “desenvolver as habilidades de bibliotecario” e confesso que fiquei muito contente com o resultado.

Apesar das diferenças de objeto das duas áreas, pude perceber que também temos muita coisa em comum. E o que mais me chamou a atenção foi o reconhecimento muito maior que a biblioteca tem sobre o arquivo dentro de uma instituição. Acredito que seja por causa da visibilidade que as bibliotecas têm. Enquanto os arquivos ficam localizados em subsolos, ou galpões distantes, a biblioteca geralmente esta na porta de entrada da instituição, sendo visitada e consultada tanto pelo público interno como o externo.

O texto abaixo, reflete um pouco do que eu acho sobre o “ser bibliotecário”… categoria que eu também me incluo com muito orgulho!!!

 Texto de Marcos Soares

Quando eu crescer quero ser bibliotecário! Você já ouviu alguma criança falar isso?

Quando eu crescer quero ser bibliotecário!

Você já ouviu alguma criança falar isso? Afinal, o que é ser bibliotecário nos primórdios do século 21, com todo um avanço tecnológico na sociedade da informação? Onde está a importância desse profissional e o seu reconhecimento sócio-educativo e cultural em nossa sociedade?

No Brasil, temos 39 escolas de formação acadêmica de onde saímos com o grau de bacharel (segundo dados do Conselho de Biblioteconomia da 1ª região), o vestibular não é tão concorrido quanto os outros cursos tradicionais, que deslumbram status, porém, na sua remuneração, esse profissional pode estar muito bem na tabela salarial comparado a outros profissionais liberais.

Mas, voltando a pergunta inicial, você já ouviu uma criança dizer que quer ser bibliotecária? E os pais ficarem encantados com a escolha da profissão e saírem comentando aos quatro cantos que seu filho vai ser bibliotecário, que ele está cursando biblioteconomia? Provavelmente não.

E por que não? Eis as minhas indagações: as pessoas, na sua grande maioria, não buscam a informação além das emissoras de rádio e televisão, quando vão às bibliotecas de suas escolas, sejam elas públicas ou privadas, raramente encontram um bibliotecário disponível para atendê-lo. Isso quando a escola tem biblioteca e bibliotecário.

Nas universidades privadas e públicas, esse profissional sempre está envolvido com processamentos administrativos ou técnicos. Nas outras áreas em que ele atua, raramente aparece em frente a um projeto, se mostrando no sentido denotativo da palavra, não que ele não se envolva, alguns chegam até a ser parte essencial daquele projeto, porém ficam inibidos na hora de utilizar seu marketing pessoal, existem exceções, mas são raras.

Recentemente, um colega comentou que seu ex-supervisor, um homem graduado, questionou por que precisamos cursar quatro anos de faculdade para exercer a função de bibliotecário, tendo ele como área de percepção o espaço biblioteca, porque, apesar de atuarmos em qualquer unidade onde possa existir informação, seja ela bibliográfica ou não, o bibliotecário, na mente da maioria dos mortais, ainda está vinculado às estantes de livros organizados verticalmente.

Para muitos, faz-se necessário apenas guardar os livros nas prateleiras e emprestá-los quando alguém precisa consultá-los ou fazer uma pesquisa. Daí eu questiono aos colegas bibliotecários e aos órgãos de classe, que nos representam como pessoas jurídicas, onde está a visibilidade da profissão?

Será que está apenas em um cartaz parabenizando pelo dia 12 de Março, que comemora o dia do bibliotecário e o nascimento de Manuel Bastos Tigre, bibliotecário que se projetou na biblioteconomia pelas suas ações em prol da profissão, exerceu a profissão por 40 anos sendo o primeiro bibliotecário concursado no Brasil em 1915? Onde está a nossa auto-estima?

O que fazer para que a sociedade conheça esse profissional, que os nossos filhos nos olhem com orgulho e que as crianças despertem o interesse em um dia, quando crescerem, terem como opção, além da carreira das áreas médica, advocacia, engenharia, a biblioteconomia sem se sentir pequeno, porque qualquer profissão, seja ela de cunho liberal ou não, quando é exercida e temperada com vocação, prazer e uma remuneração justa, merece todo o reconhecimento e respeito de uma sociedade em desenvolvimento que tem como alicerces políticos a educação como prioridade para alcançar o posto de primeiro mundo.

Marcos Soares
Bibliotecário daUFPE
CRB4/1381
colegioinvisivel@bol.com.br