Arquivo da categoria: Miriam Manini

Lançado o Site do Curso de Museologia da UnB

Visitem o site clique aqui!!!

O Site fala sobre o histórico do curso e um pouco da carreira. O primeiro vestibular será realizado no segundo semestre de 2009.

 

 

Eu e as professoras, Eliane, Cintia, Elmira, Márcia e Miriam, no lançamento do curso de Museologia

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Convidados (01) – Miriam Manini

O Blog sempre terá textos de amigos meus, falando um pouco sobre Arquivo e Memória. Minha primeira convidada é uma pessoa muito especial para mim. Miriam Manini foi minha orientadora no Mestrado em Ciência da Informação, contribuindo de forma decisiva na minha dissertação. Então nada mais justo do que poder compartilhar com vocês um pouco da sabedoria dela. Nesse pequeno texto ela faz um paralelo entre a História e a Arquivologia.

 

A História e a Arquivologia são ciências que se tocam segundo várias perspectivas: i) a capacidade que a Arquivologia desempenha ao promover a reunião de documentos de uma pessoa ou instituição, com o intuito de preservar os registros que poderão contar sua história; ii) ou o conjunto deste mesmo acúmulo, que representa a capacidade incomensurável de contar a história de um local, uma época, uma sociedade, etc.; iii) o fato da História, enquanto ciência ou disciplina, produzir artefatos de toda e qualquer natureza, destinados a registrar, representar, contar, guardar, manter o fluxo dos acontecimentos, demandando a existência de métodos e técnicas de preservação e recuperação de informações; iv) e até remeter ao fato de que os arquivos permanentes, repositórios de documentos considerados de guarda e preservação “infinita”, são também chamados de arquivos históricos e, certamente, lugares de memória. Segundo qualquer uma destas perspectivas, a Arquivologia colabora com a historiografia e, por conseqüência, com a memória.

Por vezes, em ambientes em que historiadores e arquivistas coabitam, existe uma certa animosidade, fruto de uma discussão que balança entre “para saber cuidar de documentos é preciso ser historiador” e “para saber recuperar uma informação é preciso ser arquivista”. Prefiro a parte da coisa que aproxima historiadores e arquivistas: o trabalho com a memória e o interesse pela preservação, palavra esta que até ganhou novos e mais amplos sentidos com a globalização e o movimento ambientalista, tornando-se sinônimo de vida na Terra. 
Miriam Manini